Friday, October 23, 2009

Críticas [construtivas] para o próximo TEDxEdges

Vários participantes no TEDxEdges fizeram-nos chegar alguns comentários relativamente a possíveis melhorias que devem ser consideradas no próximo TEDxEdges, a essas pessoas o nosso agradecimento profundo pelo seu envolvimento neste projecto. Gostaria de destacar os seguintes comentários (o que não quer dizer que esteja totalmente de acordo com todos):

  • Minimizar os pop-ups durante as apresentações (desligando todas as aplicações não essenciais).
  • Melhorar o processo de entradas e saídas dos convidados, em particular o ruído vindo do corredor após os intervalos (pôr o som do gongo no corredor, pedir silêncio?
  • O som de plateia e o passar dos microfones, talvez seja possível poupar tempo e ganhar qualidade usando microfones direccionais tipo parabólica...
  • Discordo de presenças "humoristicas" desprovidas de qualquer valor artístico, ideológico, inovador ou científico. O Pingu é a história de alguém que depois de desafiado descobriu que pode viajar à Antartica à borla (completamente passivo). Com a energia que tem gasto a falar já lá tinha ido!.
  • A apresentação da NSN e do TheStarTracker tb não trouxe nada de novo/interessante.
  • A apresentação da NSN parecia um recruitment pitch para engenheiros recém-licenciados numa Universidade.
  • Muitas das talks roçaram o sales pitch. Não esperava talks ao nivel do TED mas concerteza existem pessoas com ideias/conceitos inovadores a vários niveis que ficaram de fora. Ali estiveram algumas pessoas já estabelecidas de grande mérito e sucesso. Penso que o TED deve ser único, original, atrevido e visionário. Talvez algumas destas talks fizessem sentido há 5 anos++... hoje podia ter sido uma qualquer conferência sobre "Internacionalização, investigação e desenvolvimento da marca Portugal".
  • O TED deve estar à frente do nosso tempo. Não devem ser convidados oradores só porque são sponsors ou parceiros. Isso é desvirtuar o espírito TED. Não esquecer que apesar de ser tratar de um evento TEDx as espectactivas são altas.
  • Transparência na politica e critério de inscrições.
  • Talvez arranjar um parceiro na área da coordenação de eventos ... (pormenores: evitar staff a passar à frente da plateia, microfones ligados sem querer, problemas técnicos com pc's, temperatura da sala, fichas eletricidade para portateis, protocolo). Um parceiro na área de eventos que tenha real experiência para projectar um evento com TED standards. Se precisarem conheco alguém.
  • Talvez apelar à comunidade empresarial, ciêntifica e/ou académica (universidades) que submetam talks para serem apresentadas no TEDx. Essas talks seriam depois avaliadas e seleccionadas pela organização do TEDx, ou melhor ainda pela comunidade.

Wednesday, October 21, 2009

TEDxEdges associa-se à organização do TEDxOPorto

A organização do TEDxEdges tem o prazer de anunciar que se associa à organização do TEDxOPorto com o objectivo de ajudar a melhorar a coordenação dos eventos TEDx em Portugal, sempre no espírito de "Ideas worth spreading".

No dia 20 de Fevereiro de 2010, irá decorrer o TEDxOporto no parque Biológico de Gaia subordinado ao tema “Primavera, A Arte de Viver” que poderá ser presenciado por 200 pessoas que para tal se devem inscrever em www.tedxoporto.com.

Confirmaram já a sua presença no TEDxOporto, diversos oradores como sejam Michael Tchiong (www.ubercool.com), Helena Marujo (Felicidade) e Elvira Fortunato (Paper chips) entre muitos outros mudadores de mundos.

A organização do TEDxOporto ainda aceita sugestões de oradores, e sugestões de interacções, patrocínios, apoios técnicos ou de media serão muito bem recebidos - está tudo explicado no respectivo site.

Tuesday, October 20, 2009

Micro-interview with Luis Reis Project from Mobi.E

After TEDxEdges I had the opportunity to conduct a micro-interview by email to Mr. Luis Reis from Mobi.E project, who also participated in TEDxEdges.

The questions are about the Portuguese project on electric cars and mobility: Mobi.E

TEDxEdges: The question ultimately arised in TEDxEdges itself, but what is the what is your opinion of the Israeli-American project Better Place? Are they your competitors, i.e. may you exist in the same space as a competitors?

Luis Reis: The model of electric mobility MOBI.E that will be implemented in Portugal, is innovative and ambitious, it's set to create a public infrastructure at national scale, allowing any user, with a vehicle with any given type of battery, charge its vehicle at any point of charge of any operator to points of charge and through it access to their supplier of power mobility chosen this location in any country. It is a open and inclusive "model". Naturally, the business model of Better Place, although it was originally presented as an association of vehicle batteries and charging service, where you can come to adjust it to an implementation in Portugal. We are very aware that Portuguese companies are likely to benefit from the opportunities opened up by this concept in international space.

TEDxEdges: I know there are some plans to some foreign countries with this project, can you tell us a little about your plans. Will you be competing with Better Place in international arena?

We are working on the concept that is being implemented in Portugal so that it can be a reference model for a broad introduction of electric mobility in other countries or even in Europe as a whole. What can we export is a open and inclusive "model", which stimulates both the coexistence and competition of various solutions, with highly innovative, no significant barrier to entry.

TEDxEdges: What are the projections / objectives for the Mobi.E project in terms of the percentage of the fleet of electric cars for 2010, 2015 and 2020 in Portugal.

We are at the start of the pilot phase of the electrical mobility, during which we want to create a public access network of 1300 load points in 25 towns and main roads. In the initial phase, the number of vehicles is small, but in the base case we consider a park of 160 000 vehicles (around 10% of total number of cars in Portugal) in 2020.

TEDxEdges: In the long-run, say 2040, do we walk to an-all electric cars scenario or will it there be a mix of fuels, ranging from from fossil to fuel cells?

LR: There is no consensus among the major manufacturers and experts in relation to forecasts. However, it is safe to say that different types of engine types can co-exist for decades to come, the electric vehicle combines a number of advantages that will contribute to a strong affirmation of this technology: the fact that it is a zero emissions at the local level and that it is able to guarantee an association with renewable energy, and the fact that it is possible to charge electric cars through a infrastructure that is for the most part already deployed - at roads or at home - as well as for the fact that they are based on electricity, which is a source of energy with which people are familiar, the robustness of the technology and ease of use of these vehicles.

TEDxEdges: Are there any plans for Mobi.e to work with large fleets of transport enterprises of bodies (public or private), such as "Carris" (Lisbon public transport service), Barraqueiro (Portugal's biggest private transport service), etc?

There will be a careful approach to users and managers / operators of fleets. Since the project is still in its the pilot phase, the public sector will have a strong involvement, an example being the efforts of municipalities to provide an important component of the renewal of vehicles replacing conventional combustion engines by electric engines.

TEDxEdges: The electric supply will also have a duty equivalent to the current tax on oil products? Do you think this makes sense?

We know the importance of tax revenues associated with the car in total tax revenue. These include, primarily, on the acquisition revenue - VAT - and about the operation - including ISP (tax over gas) and IUC (tax over usage of car). Of course, a scenario of massification of electric vehicules, transferring the energy source of fuel directly to electricity, the absence of a tax on energy for mobility will have a significant impact. There is definite a line in this matter, but it is considered that, regardless of the type of engine, the use of a vehicle should be streamlined in conjunction with public transport. For this reason, this question should always be considered in conjunction with other regulatory measures of mobility.

Micro-entrevista a Luis Reis do Projecto Mobi-e

Após o TEDxEdges tive a oportunidade de realizar um micro-entrevista, por email ao Eng. Luis Reis, que participou no TEDxEdges.

As perguntas são relativas ao projecto português de mobilidade electrica Mobi-e

TEDxEdges: A questão acabou por surgir no proprio TEDxEdges mas, qual é o termo de comparação do Mobi.e com o projecto israelo-americano Better Place? São concorrentes, i.e. onde está um, não pode estar o outro, ou podem existir no mesmo espaço de forma concorrencial?

Luis Reis: O modelo de mobilidade eléctrica MOBI.E, que será implementado em Portugal, é uma abordagem inovadora e ambiciosa, que permitirá criar uma rede pública de amplitude nacional, absolutamente coerente, que permita a um qualquer utilizador, com um qualquer veículo e um qualquer modelo de bateria, carregar o seu veículo em qualquer ponto de carregamento de qualquer operador de pontos de carregamento e, através deste, aceder ao seu comercializador de mobilidade eléctrica escolhido, isto em qualquer localização do país. É um “modelo aberto” e inclusivo. Naturalmente que o modelo de negócio da Better Place, embora originalmente apresentado como uma associação entre veículo, baterias e serviço de carregamento, se poderá vir a ajustar a uma implementação em Portugal. Estamos muito atentos a que empresas portuguesas possam vir a tirar partido das oportunidades abertas por este conceito no espaço internacional.

TEDxEdges: Sei que existem alguns planos de internacionalização deste projecto, quer-nos falar um pouco acerca disso. Vão ser concorrentes do Better Place nos mercados internacionais?

Estamos a trabalhar para que o conceito que se está a implementar em Portugal possa ser, pelo seu carácter integrador, um modelo de referência para uma ampla introdução da mobilidade eléctrica noutros países ou mesmo na Europa como um todo. O que poderemos exportar é um “modelo aberto” e inclusivo, que estimula simultaneamente a coexistência e concorrência de várias soluções, com forte carácter inovador, sem barreira à entrada significativas.

TEDxEdges: Quais são as projecções/ objectivos do projecto Mobi.e em relação à percentagem do parque automóvel de ligeiros electricos, para 2010, 2015 e 2020, em Portugal.

Estamos no arranque da fase piloto da mobilidade eléctrica, durante a qual se pretende criar uma rede de acesso público de 1300 pontos de carregamento em 25 municípios e principais eixos viários. Num fase inicial, o número de veículos será ainda reduzido, mas no cenário de base consideramos um parque de 160 000 veículos em 2020.

TEDxEdges: No futuro mais longo, digamos 2040, caminhamos para que todos os automóveis sejam electricos ou haverá um mix de combustiveis, desde fosseis, a electricos, hibidos, e celulas de combustivel?

Não há consenso junto dos grandes construtores e experts em relação a previsões. No entanto, sendo seguro afirmar que diferentes tipos de motorização coexistirão durante as próximas décadas, o veículo eléctrico reúne um conjunto de vantagens que contribuirão para uma forte afirmação desta tecnologia: o facto de ser emissões zero a nível local e de se poder garantir uma associação com as energias renováveis, de se carregar numa infraestrutura maioritariamente existente – na rua ou em casa – com base em electricidade, que é uma fonte energética com a qual os cidadãos estão familiarizados, a robustez da tecnologia e o grande conforto de utilização destes veículos.

TEDxEdges: Existe algum plano para o Mobi.e trabalhar com as grandes frotas de empresas de transporte de massas (publicas ou privadas), como sejam a Carris, a Barraqueiro, a Rede de Expressos, etc?

Haverá uma abordagem cuidada a utilizadores provados e gestores / operadores de frotas. Desde a fase piloto, as entidades públicas terão um envolvimento forte, sendo disso exemplo o empenho dos municípios em prever uma componente importante da renovação substituindo veículos de motorização convencional por eléctricos.

TEDxEdges: O abastecimento electrico também vai ter um imposto especial, equivalente ao actual Imposto Sobre Produtos Petroliferos? Acha que isso faz sentido?

É conhecida a importância que as receitas fiscais associadas ao automóvel no total da receita fiscal. Estas incluem, fundamentalmente, receitas sobre a aquisição – ISV – e sobre a operação – nomeadamente ISP e IUC. Naturalmente, num cenário de massificação dos VEs, com transferência da fonte de energia directa dos combustíveis para a electricidade, a ausência de uma taxa sobre a energia para a mobilidade terá um impacto significativo. Não há uma linha definida em relação a esta matéria, mas é necessário considerar que, independentemente da tipologia de motorização, o uso do veículo automóvel deverá ser racionalizado, em articulação com os transportes públicos. Por essa razão, esta questão deverá sempre ser considerada em conjunto com outras medidas de regulação da mobilidade.

Friday, October 9, 2009

TEDxEdges Talks Mario Silva (video): Changing the Paradigm of Recycling